Alguém que me lê e eu não vejo.
2012/06/24
2011/03/21
Na leveza de um fim de dia, relembro com simplicidade
Que névoa da noite é só o prolongamento ténue do sol do dia.
Que o escorreito assobio das corujas diagnostica a melodia dos rouxinóis e antecipa novos gritos das gaivotas.
Tudo junto à maré vazia que preconiza a maré cheia.
Que um sorriso é o prelúdio de outro. E que na sua solidão partilhada um poema é todos.
E que num arrepio que se pensa, se sente uma voz… ou a brisa que percorreu desertos depois do mar.
Que uma flor encerra a Natureza numa cadência ininterrupta.
Que ainda me recordo que qualquer coisa pode ser tudo em mim.
2010/09/06
conseguisse a inconsciência completa,
se a pressão lograsse disfarçar a solidão,
talvez então...
Talvez um abraço,
me pudesse arrancar o sabor amargo.
Quiçá se uma pessoa me pudesse escutar
sem que as minhas palavras a destruíssem um pouco,
talvez nesse lugar...
Se eu procrastinasse este soluço,
se fosse capaz, se um segundo me trouxesse paz,
se me inventasse, se contivesse.
Se rebobinasse,
talvez aí...
Todavia, só, me destruo.
Diariamente finjo que caí, mas estou de pé.
Se ao menos caísse, talvez não sentisse,
talvez se o mundo do avesso
tivesse lava, e níquel a escorrer,
talvez nem deva merecer,
que me continuasses a querer.
2009/06/16
2009/01/22
2008/10/19
Combien de temps...
Combien de temps encore
Des années, des jours, des heures, combien ?
Quand j'y pense, mon coeur bat si fort...
Mon pays c'est la vie.
Combien de temps...
Combien ?
Je l'aime tant, le temps qui reste...
Je veux rire, courir, pleurer, parler,
Et voir, et croire
Et boire, danser,
Crier, manger, nager, bondir, désobéir
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Voler, chanter, parti, repartir
Souffrir, aimer
Je l'aime tant le temps qui reste
Je ne sais plus où je suis né, ni quand
Je sais qu'il n'y a pas longtemps...
Et que mon pays c'est la vie
Je sais aussi que mon père disait :
Le temps c'est comme ton pain...
Gardes-en pour demain...
J'ai encore du pain
Encore du temps, mais combien ?
Je veux jouer encore...
Je veux rire des montagnes de rires,
Je veux pleurer des torrents de larmes,
Je veux boire des bateaux entiers de vin
De Bordeaux et d'Italie
Et danser, crier, voler, nager dans tous les océans
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Je veux chanter
Je veux parler jusqu'à la fin de ma voix...
Je l'aime tant le temps qui reste...
Combien de temps...
Combien de temps encore ?
Des années, des jours, des heures, combien ?
Je veux des histoires, des voyages...
J'ai tant de gens à voir, tant d'images..
Des enfants, des femmes, des grands hommes,
Des petits hommes, des marrants, des tristes,
Des très intelligents et des cons,
C'est drôle, les cons ça repose,
C'est comme le feuillage au milieu des roses...
Combien de temps...
Combien de temps encore ?
Des années, des jours, des heures, combien ?
Je m'en fous mon amour...
Quand l'orchestre s'arrêtera, je danserai encore...
Quand les avions ne voleront plus, je volerai tout seul...
Quand le temps s'arrêtera..
Je t'aimerai encore
Je ne sais pas où, je ne sais pas comment...
Mais je t'aimerai encore...
D'accord ?
Le temps qui reste (récit)
by Serge Reggiani
Beijo
num percurso ardil por entre os vasos
transporta-se sem complexidade,
apenas desejo.
Desejo nervoso que através do sangue
chega aos lábios e desfalece sobre o tórax.
Incorruptível, só terminará na tua boca.
Tudo o resto são viagens incansáveis
Pelo meu corpo embebido em saudade.
2008/09/04
Gosto desta música porque...
... porque faz perguntas simples e fundamentais, com uma força que lhes fica bem:
What I’m gonna live for?
What I’m gonna die for?
Who you gonna fight for?
E porque gosto de a cantar.
2008/07/28
2008/07/10
2008/06/29
2008/06/03
Workshop Roots & Shoots

5º Workshop Roots & Shoots
O Roots & Shoots é um programa criado pelo Instituto Jane Goodall em 1991 que tem por objectivo promover e desenvolver projectos de educação humanitária e ambiental bem como estimular o respeito pelos animais e comunidades humanas em todo o mundo.
Para este fim são criados grupos de trabalho, constituídos maioritariamente por jovens, com a função de organizar e implementar projectos de intervenção.
A Sociedade Portuguesa para a Educação Humanitária, com o apoio do Jardim Botânico do Porto, vai promover o primeiro workshop Roots & Shoots na cidade do Porto.
O Workshop realizar-se-á no próximo dia 7 de Junho, entre as 14h e as 18h, no auditório do Jardim Botânico, e terá um custo de 5 euros por pessoa.
Todos os interessados deverão fazer a inscrição enviando um e-mail para info@spedh.net onde conste o nome, profissão, e-mail e número de telefone.
Para mais informações sobre o programa Roots & Shoots
e a Sociedade Portuguesa para a Educação Humanitária, consulte
www.spedh.net
2008/05/05
Assumi esta nova forma, que não revelo, que me faz lembrar uma pastilha sem sabor, que não encontra o seu caixote do lixo. Uma pastilha a deslocar-se pelos recantos da boca, de sabor incómodo. E que aperto na mão e aperto na mão, para me livrar daquele sabor e textura aborrecidos e em simultâneo para que ninguém reconheça esse acto nojento. Gesto, que colateralmente, me impede de estender a mão a quem passa, que faz com que veja as pessoas cada vez mais longe. Gesto que me faz mudar de rumo, só para não ter que abrir a mão e exibir o detrito nojento.
Não ser elástica e não ter de me encolher, para que não me vejam., é com isso que sonho. SER DE LEGOS. E de não dos transparentes para fazer de lágrima. De não precisar de ser salva, porque podia reconstruir o que quisesse, sempre mais bonito, sempre que me levantasse. E vejo tantas pessoas feitas de lego. Poderia ser uma? Ou estarei condenada à contradição dilacerante, entre a mente que vai e a mente que fica?
2008/05/04

2008/05/02
To dream that you are in a helicopter, indicates that you are living beyond your means. You need to slow down and don't try to please everyone. Alternatively, you may be experiencing a higher level of consciousness, new-found freedom and greater awareness.
-Sim? Que vozinha é essa?
-Estou cansado.
-Mas estás bem?
-Sim. E tu? Como foi o teu dia?
-Foi mais ou menos.
-O que fizeste?
-Vi um filme que me ensinou o significado de hastear uma bandeira de um país ao contrário.
-E então?
-Se eu tivesse uma que representasse o meu coração, erguê-la-ia ao contrário.
-Porquê?
-Porque esta conversa nunca existiu.

