Alguém que me lê e eu não vejo.

2005/08/04

Visão

Vi-te: um relance do tempo, que preencheu o meu olhar.
E fossem todas as visões cascatas ascendentes,
efusões de gotas comemorando o seu esplendor,
o seu brilho intenso, que exulta como quem agride,
na soma das suas formas de beleza e de júbilo.

Não. Essa tua visão inebriante que cortou, dilacerou, sorveu
em gestos proteicos toda a inocência daquele meu dia.,
esse trespasse de luz através dos meus olhos,
enrugou o meu coração até ao lixo.
Depois sentou-se calma a olhar o mar,
o mar ébrio de tantos olhares, menos do meu,
que se arrasta ainda nas pedras, no cimento da rua.

Mas para que me ouças a voz cansada: não vou ficar por aqui!
O aqui é um limite rente, transponível.

1 comentário:

Anónimo disse...

o k eskreves é muito bonito lm nm

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