Alguém que me lê e eu não vejo.

2005/12/14

Fundiu o seu corpo com a relva,
O tom inquieto da melanina, beijada pelo sol...
A pele a cobrir-se de verde,
o toque impregnado do brilho latejante ,
o perfume inconfundível,
esse jazer disfarçado de sorriso a montante.
A perfeita simbiose: as veias, os vasos.
A raiz e o cabelo indistinguivel.
A captação do sol, o respirar, o absorver, a água, chuvas, terra, tudo, num só.
Tudo para ter tudo.
E ser um só que nada perde.
Terra, vegetal, corpo, humano,
ocultando a margem ao rio.

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